BLOG N. II - Lívia Lêntulus

“HÁ CERTAS CRUZES SOB AS QUAIS DEVEREMOS MORRER”,

 

TESTEMUNHOS DE CHICO XAVIER

 

Suely Caldas Schubert

 

 

(...)

 

Chico não tem receio de amar e o demonstra a todo momento. As decepções, as ingratidões existem, e ele mesmo tem convivido com elas diuturnamente. Entretanto, tais dissabores são superados pela grandeza desse sentimento maior, que aumenta enquanto extravasa, que se fortalece quanto mais se doa, que se renova no próprio exercício de ser.

 

É isto que muitos não conseguem entender e interpretam como uma necessidade compulsiva de sofrer ou como uma resignação passiva e alienada.

 

A vida de Chico Xavier é a do Bem e do Amor. O que talvez, neste mundo conturbado de transição, neste mundo de conflitos acerbos, seja quase impossível de se conceber.

 

“(...) HÁ CERTAS CRUZES SOB AS QUAIS DEVEREMOS MORRER”, ESCREVE CHICO EM UMA DE SUAS CARTAS.

 

QUE DE SOFRIMENTOS, ABNEGAÇÃO E RENÚNCIA É A SUA VIDA.

 

CHICO ELEGEU, PARA ESSA ENCARNAÇÃO, A MEDIUNIDADE COM JESUS.

 

A MEDIUNIDADE SERIA A SUA META, O SEU FANAL, O DESIDERATO PARA O QUAL VIVERIA EM TODA A PLENITUDE.

 

SABIA, DE ANTEMÃO, QUE A EXISTÊNCIA TERRENA, DESDE OS PRIMEIROS PASSOS, NÃO LHE SERIA FÁCIL.

 

COMO TODOS OS MÉDIUNS DO PASSADO, TERIA QUE ARROSTAR OS PRECONCEITOS HUMANOS, CONVIVENDO DIA A DIA COM AS PERSEGUIÇÕES, DAS QUAIS NENHUM DOS QUE LHE ANTECEDERAM ESCAPOU.

 

NÃO DESCONHECIA TAMBÉM QUE A RENÚNCIA E A SOLIDÃO SERIAM AS SUAS COMPANHEIRAS DO COTIDIANO.

 

MAS, ACIMA DE TUDO, CHICO ENTENDIA QUE NOS MOMENTOS MAIS CRUCIAIS E DECISIVOS, NAS HORAS AMARGAS DOS TESTEMUNHOS, ELE TERIA A PRESENÇA DOS SERES INVISÍVEIS E AMIGOS AO SEU LADO — ELE TERIA JESUS! JAMAIS ESTARIA A SÓS, ESTANDO COM ELE. FRENTE ÀS CILADAS ARMADAS SUB-REPTICIAMENTE, DIANTE DAS CALÚNIAS E AGRESSÕES, DAS TRAIÇÕES E INJUSTIÇAS A LHE FERIREM O CORAÇÃO JUSTO E AMOROSO, ENCONTRARIA NELE O REFÚGIO BALSÂMICO.

 

 

E CHICO COMPREENDIA, AINDA, QUE NESSA CRUZADA DE DOAÇÃO DE SI MESMO, A QUE SE PROPUNHA, ENCONTRARIA TAMBÉM AS MAIS SUAVES E DOCES ALEGRIAS CONCEDIDAS AO SER HUMANO — AQUELAS QUE ADVÊM DO EXERCÍCIO SUBLIME DO AMOR.

 

ENXUGAR LÁGRIMAS, ESTENDER A MÃO AOS AFLITOS, AMENIZAR OS DRAMAS PUNGENTES DO PRÓXIMO, DEVOLVER O SORRISO AOS VELHINHOS, AOS ÓRFÃOS, AOS QUE PERDERAM OS ENTES QUERIDOS — ESSE O CAMINHO QUE ESCOLHERA!

 

HOJE, A COLHEITA DOS FRUTOS SAZONADOS.

 

SESSENTA ANOS SE PASSARAM DESDE O DIA EM QUE INICIOU PUBLICAMENTE A SUA MISSÃO.

 

PARECE QUE FOI ONTEM.

 

ENTRETANTO, AÍ ESTÃO MILHARES E MILHARES DE PÁGINAS QUE SUAS MÃOS ABENÇOADAS PSICOGRAFARAM. AS LETRAS REUNIDAS CELEREMENTE ESCORREM DO MUNDO MAIOR COMO OURO LIQÜEFEITO. AS PÁGINAS DE LUZ ATRAVESSAM AS FRONTEIRAS DO TÚMULO PARA VIREM AO ENCONTRO DAS DORES DO MUNDO.

 

E OS CONSOLADOS, OS QUE RECUPERARAM A VISÃO ESPIRITUAL, OS QUE REDESCOBRIRAM A ESPERANÇA, OS QUE SE DESSEDENTARAM NESSA FONTE QUE PROMANA DE JESUS — O PROVEDOR DE TODAS AS BÊNÇÃOS —, TODOS LHE AGRADECEMOS INTIMAMENTE E O NÃO ESQUECEMOS.

 

*

 

Há certas cruzes sob as quais deveremos morrer, são palavras dos Benfeitores Espirituais a Chico Xavier, retransmitidas a seu amigo Wantuil.

Inteirar-se, na sua correspondência particular, do modo como ele se coloca diante das perseguições, dos problemas a sucederem a cada passo, das críticas ferinas e injustas, das agressões físicas e morais, da defecção daqueles que supunha amigos, da hostilidade e incompreensão dos companheiros, e sentir nas entrelinhas o que ele não disse mas que lhe ressuma das frases bondosas e serenas — tudo isso leva-nos a entender que esse admirável missionário do Cristo cumpriu e cumpre, integralmente, aquele ensinamento dos Espíritos.

 

Chico Xavier! ao fechar este livro guardamos no coração a certeza de que essa cruz invisível não lhe pesa mais sobre os ombros, e que, ante os nossos olhos deslumbrados, ela se cobre hoje de estrelas e de flores a representarem o carinho, a gratidão e o amor de quantos lhe agradecemos, reconhecendo em você legítimo pescador de almas que nos auxilia a retornar ao aprisco de Jesus.

 

 

 

Paris e Mariana - Mensagem Espírita

Acessem o Link abaixo

http://www.mensagemespirita.com.br/mensagem-em-video/933/paris-e-mariana-os-dois-dramas-atingem-a-cada-um-de-nos

 

O Filósofo Mario Sérgio Cortella faz reflexoes sobre os acontecimentos em Mariana e Paris.

Eurípedes Barsanulfo
Nascido em 1º de maio de 1880, na pequena cidade de Sacramento, Estado de Minas Gerais, e desencarnado na mesmo cidade, aos 38 anos de idade, em 1o. de novembro de 1918.
Logo cedo manifestou- se nele profunda inteligência e senso de responsabilidade, acervo conquistado naturalmente nas experiências de vidas pretéritas.
Era ainda bem moço, porém muito estudioso e com tendências para o ensino, por isso foi incumbido pelo seu mestre- escola de ensinar aos próprios companheiros de aula. Respeitável representante político de sua comunidade, tornou- se secretário da Irmandade de São Vicente de Paula, tendo participado ativamente da fundação do jornal "Gazeta de Sacramento" e do "Liceu Sacramentano". Logo viu- se guindado à posição natural de líder, por sua segura orientação quanto aos verdadeiros valores da vida.
Por meio de informações prestadas por um dos seus tios, tomou conhecimento da existência dos fenômenos espíritas e das obras da Codificação Kardequiana. Diante dos fatos voltou totalmente suas atividades para a nova Doutrina, pesquisando por todos os meios e maneiras, até desfazer totalmente suas dúvidas.
Despertado e convicto, converteu- se sem delongas e sem esmorecimentos, identificando-se plenamente com os novos ideais, numa atitude sincera e própria de sua personalidade, procurou o vigário da Igreja matriz onde prestava sua colaboração, colocando à disposição do mesmo o cargo de secretário da Irmandade.
Repercutiu estrondosamente tal acontecimento entre os habitantes da cidade e entre membros de sua própria família. Em poucos dias começou a sofrer as conseqüências de sua atitude incompreendida.
Persistiu lecionando e entre as matérias incluiu o ensino do Espiritismo, provocando reação em muitas pessoas da cidade, sendo procurado pelos pais dos alunos, que chegaram a oferecer- lhe dinheiro para que voltasse atrás quanto à nova matéria e, ante sua recusa, os alunos foram retirados um a um.
Sob pressões de toda ordem e impiedosas perseguições, Eurípedes sofreu forte traumatismo, retirando- se para tratamento e recuperação em uma cidade vizinha, época em que nele desabrocharam várias faculdades mediúnicas, em especial a de cura, despertando- o para a vida missionária. Um dos primeiros casos de cura ocorreu justamente com sua própria mãe que, restabelecida, se tornou valiosa assessora em seus trabalhos.
A produção de vários fenômenos fez com que fossem atraídas para Sacramento centenas de pessoas de outras paragens, abrigando- se nos hotéis e pensões, e até mesmo em casas de famílias, pois a todos Barsanulfo atendia e ninguém saía sem algum proveito, no mínimo o lenitivo da fé e a esperança renovada e, quando merecido, o benefício da cura, por meio de bondosos Benfeitores Espirituais.
Auxiliava a todos, sem distinção de classe, credo ou cor e, onde se fizesse necessária a sua presença, lá estava ele, houvesse ou não condições materiais.
Jamais esmorecia e, humildemente, seguia seu caminho cheio de percalços, porém animado do mais vivo idealismo. Logo sentiu a necessidade de divulgar o Espiritismo, aumentando o número dos seus seguidores. Para isso fundou o "Grupo Espírita Esperança e Caridade", no ano de 1905, tarefa na qual foi apoiado pelos seus irmãos e alguns amigos, passando a desenvolver trabalhos interessantes, tanto no campo doutrinário, como nas atividades de assistência social.
Certa ocasião caiu em transe em meio dos alunos, no decorrer de uma aula. Voltando a si, descreveu a reunião havida em Versailles, França, logo após a I Guerra Mundial, dando os nomes dos participantes e a hora exata da reunião quando foi assinado o célebre tratado.
Em 1º de abril de 1907, fundou o Colégio Allan Kardec, que se tornou verdadeiro marco no campo do ensino. Esse instituto de ensino passou a ser conhecido em todo o Brasil, tendo funcionado ininterruptamente desde a sua inauguração, com a média de 100 a 200 alunos, até o dia 18 de outubro, quando foi obrigado a cerrar suas portas por algum tempo, devido à grande epidemia de gripe espanhola que assolou nosso país.
Seu trabalho ficou tão conhecido que, ao abrirem- se as inscrições para matrículas, as mesmas se encerravam no mesmo dia, tal a procura de alunos, obrigando um colégio da mesma região, dirigido por freiras da Ordem de S. Francisco, a encerrar suas atividades por falta de freqüentadores.
Liderado a pulso forte, com diretriz segura, robustecia- se o movimento espírita na região e esse fato incomodava sobremaneira o clero católico, passando este, inicialmente de forma velada e logo após, declaradamente, a desenvolver uma campanha difamatória envolvendo o digno missionário e a doutrina de libertação, que foi galhardamente defendida por Eurípedes, por meio das colunas do jornal "Alavanca", discorrendo principalmente sobre o tema: "Deus não é Jesus e Jesus não é Deus", com argumentação abalizada e incontestável, determinando fragorosa derrota dos seus opositores que, diante de um gigante que não conhecia esmorecimento na luta, mandaram vir de Campinas, Estado de S. Paulo, o reverendo Feliciano Yague, famoso por suas pregações e conhecimentos, convencidos de que com suas argumentações e convicções infringiriam o golpe derradeiro no Espiritismo.
Foi assim que o referido padre desafiou Eurípedes para uma polêmica em praça pública, aceita e combinada em termos que foi respeitada pelo conhecido apóstolo do bem.
No dia marcado o padre iniciou suas observações, insultando o Espiritismo e os espíritas, "doutrina do demônio e seus adeptos, loucos passíveis das penas eternas", numa demonstração de falso zelo religioso, dando assim testemunho público do ódio, mostrando sua alma repleta de intolerância e de sectarismo.
A multidão que se mantinha respeitosa e confiante na réplica do defensor do Espiritismo, antevia a derrota dos ofensores, pela própria fragilidade dos seus argumentos vazios e inconsistentes.
O missionário sublime, aguardou serenamente sua oportunidade, iniciando sua parte com uma prece sincera, humilde e bela, implorando paz e tranqüilidade para uns e luz para outros, tornando o ambiente propício para inspiração e assistência do plano maior e em seguida iniciou a defesa dos princípios nos quais se alicerçavam seus ensinamentos.
Com delicadeza, com lógica, dando vazão à sua inteligência, descortinou os desvirtuamentos doutrinários apregoados pelo Reverendo, reduzindo- o à insignificância dos seus parcos conhecimentos, corroborado pela manifestação alegre e ruidosa da multidão que desde o princípio confiou naquele que facilmente demonstrava a lógica dos ensinos apregoados pelo Espiritismo.
Ao terminar a famosa polêmica e reconhecendo o estado de alma do Reverendo, Eurípedes aproximou- se dele e abraçou- o fraterna e sinceramente, como sinceros eram seus pensamentos e suas atitudes.
Barsanulfo seguiu com dedicação as máximas de Jesus Cristo até o último instante de sua vida terrena, por ocasião da pavorosa epidemia de gripe que assolou o mundo em 1918, ceifando vidas, espalhando lágrimas e aflição, redobrando o trabalho do grande missionário, que a previra muito antes de invadir o continente americano, sempre falando na gravidade da situação que ela acarretaria.
Manifestada em nosso continente, veio encontrá-lo à cabeceira de seus enfermos, auxiliando centenas de famílias pobres. Havia chegado ao término de sua missão terrena. Esgotado pelo esforço despendido, desencarnou no dia 1o. de novembro de 1918, às 18 horas, rodeado de parentes, amigos e discípulos.
Sacramento em peso, em verdadeira romaria, acompanhou- lhe o corpo material até a sepultura, sentindo que ele ressurgia para uma vida mais elevada e mais sublime.


Fonte: Grandes Vultos do Espiritismo.

Link: www.febnet.org.br/blog/geral/pesquisas/biografias/

Os Desafios da Casa Espírita

 

Inegavelmente, o Espiritismo está na vanguarda do pensamento religioso do mundo. Um Centro Espírita é, na Terra, um posto avançado da Espiritualidade superior. E, como ainda estamos num mundo de provas e expiações, as investidas das trevas para desestruturá-lo são constantes.

Houve tempo em que os ataques provinham de fora, como um bombardeio, mas hoje as trevas procuram atuar no interior das casas espíritas, aplicando um processo de implosão. Os inimigos da Doutrina já se convenceram de que o bombardeio externo não produz os efeitos desejados. Pelo contrário, constituem até propaganda. O Espiritismo já venceu a batalha exterior, pois hoje é respeitado e as suas casas não mais são molestadas como o eram antigamente, até com ataques físicos. Hoje, o desafio maior é no interior delas, porque atualmente os inimigos do Bem procuram agir dentro da própria Casa Espírita, semeando a discórdia, o descontentamento, o estrelismo, entre os colaboradores.

Por isso, o “orai e vigiai para não cairdes em tentação” (Mateus, 26:41) é ensinamento para ser lembrado a toda hora. A manutenção do bom clima espiritual não deve ser deixada por conta somente dos trabalhadores espirituais.

Além das reuniões de trabalho rotineiro deverão haver outras, de simples convivência, entre os trabalhadores. Um cafezinho, um chá, tudo muito simples, sem oportunidade para concursos de iguarias.

Compromisso diário de todos os colaboradores: leitura de uma página de um bom livro, como estes: Pão nosso, Vinha de luz, Fonte viva, Caminho, verdade e vida, Ceifa de luz, ou obra similar, e depois alguns minutos de reflexão e prece. Cultivo incessante da sinceridade, mas não da franqueza rude. Cultivo constante da boa vontade. Cuidado para não abrigar pensamentos negativos em relação aos companheiros. Prática constante da higiene mental.

Leitura frequente de livros como Nosso lar, observando como se relacionam os trabalhadores no mundo espiritual, atentando-se para o cuidado com os comentários feitos, tanto orais quanto mentais.

O trabalhador deve sempre lembrar-se de que tem de orar, com unção, pensando no alcance do trabalho, valorizando-o, assim impedindo que se estabeleça um clima de simples rotina. O trabalhador deve cultivar um estado de espírito que retrate sempre o entusiasmo dos primeiros tempos em que foi admitido na tarefa. Deve, periodicamente, em clima de prece, avaliar, refletir, analisar seu próprio desempenho. Deve lembrar-se de que, durante o sono, pode continuar seus estudos, visando a um aprimoramento na sua capacidade de servir. (Missionários da luz, cap. 8.)

O trabalhador de qualquer setor de uma Casa Espírita, ao buscar servir com dedicação, tem a oportunidade de preparar-se adequadamente para a convivência e o serviço no mundo espiritual, aonde irá depois de desencarnar, para apenas continuar servindo. Para o trabalhador verdadeiramente integrado na tarefa espírita, a desencarnação significará somente a mudança do lugar de serviço. Nas reuniões abertas ao público, deve ser dada atenção especial à recepção das pessoas que chegam à Casa Espírita. O acolhimento fraternal é de valor inestimável, pois não raro coroa os esforços de um Espírito que para ali encaminhou seu protegido.

Deve merecer especial cuidado o material escrito que é passado ao público, seja na livraria ou na simples distribuição de jornais, revistas ou panfletos. Nada, que não tenha passado pelo exame rigoroso de pessoas responsáveis, deverá ser entregue ao público.

A tribuna só deverá ser franqueada a pessoas bem conhecidas dos responsáveis pela Casa, não só quanto ao conhecimento doutrinário e capacidade de comunicação, mas também quanto à sua conduta pessoal.

Muito importante é a divisão do acervo literário. A Casa Espírita deverá ter uma biblioteca para consulta e empréstimo, constituída de obras de base doutrinária indiscutível, devidamente examinadas pelos responsáveis. Qualquer obra nova só poderá ser posta ao alcance do público depois de criteriosamente avaliada, pois tudo o que o leigo adquirir no Centro será tomado como pensamento espírita.

Uma biblioteca interna – para estudo dos trabalhadores da Casa – poderá conter até livros que combatam o Espiritismo. Entretanto, se, por um lado, podemos “examinar tudo”, como disse o Apóstolo Paulo (I Tessalonicenses, 5:21), por outro, só devemos passar ao público, numa Casa Espírita, aquilo que se enquadre perfeitamente nos postulados espíritas.

Deve-se ter especial cuidado para que o Centro Espírita não se torne uma “casa de bênçãos”, onde não haja esclarecimento suficiente sobre o uso e a eficácia do passe, da água fluidificada e da mediunidade. O público deve ser informado periodicamente sobre a finalidade terapêutica do passe e da água fluidificada, a fim de que não sejam tomados como parte rotineira das práticas espíritas.

Cuidar para que as palestras não fiquem exclusivamente no campo científico, nem unicamente naquele do sentimento. Jesus sempre sensibilizou o coração falando igualmente à razão, o que levou Kardec a inserir, na folha de rosto de O evangelho segundo o espiritismo, este ensinamento lapidar: “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão em todas as épocas da humanidade”.

A prática mediúnica deve ser dirigida prioritariamente ao socorro e encaminhamento de Espíritos desencarnados que se encontram em sofrimento, causando, por vezes, dificuldades a desencarnados e a encarnados, em fenômenos obsessivos.

Hoje, infelizmente, em muitas casas espíritas a introdução do estudo da mediunidade e da avaliação do trabalho mediúnico ainda constitui um sério desafio.

Atualmente, está se generalizando a prática da psicografia como correio do Além, produzindo até mensagens sob encomenda. Nesse particular, deve ser lembrada a sábia advertência de Chico Xavier: “O telefone toca de lá para cá”.

Outro desvio do uso da mediunidade refere-se à produção desenfreada de livros, sem que tenham passado pelo imprescindível controle doutrinário. Muitas obras comprometedoras são comercializadas sob a capa de obtenção de recursos para manutenção de creches, de abrigos para idosos, de auxílio aos pobres, como se o fim justificasse os meios.

Chás, lanches, almoços e jantares, visando a obtenção de recursos deverão ser levados a efeito com parcimônia, para não se tornarem prática constante, capaz de desviar os objetivos da Casa Espírita. O Centro Espírita deve ser, antes de tudo, uma escola de educação de almas.

José Passini

jose.passini@gmail.com

Fonte- Revista Reformador de outubro de 2015.

Link:www.auxiliofraternidade.com.br/artigovw.php?cod=131

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